sábado, 19 de maio de 2012

Shirley Temple



A mais jovem: atriz a ganhar o Oscar. Tinha apenas 6 anos.
 
 

Black: seu segundo marido, o empresário Charles Black morreu aos 86 anos de um problema na medula óssea.


Cachos: cada penteado feito por sua mãe Gertrude tinha exatamente 56 cachinhos.


Dinheiro: em 1936 a atriz ganhava US$ 50 mil por filme.


Estréia: aos 3 anos, no curta “Baby Burlesks”. 
 
 
Filhos: Linda Susan (1948), Charles Alden (1952) e Lori Alden (1954).


Grandes amigos: os políticos Richard Nixon e Ronald Reagan.
 
 
Homenagens: as atrizes Shirley Jones e Shirley MacLaine tiveram esses nomes em homenagem a Temple.
 
 
Interpretada: Ashley Rose e Emily Hart interpretaram Shirley no filme Child Star: The Shirley Temple Story (2001).


Judy Garland: foi sua companheira de estudos na Meglin’s, uma escola destinada aos jovens talentos.


Lorax: sua filha Lorax (Lori Black) foi baixista da banda de rock The Melvins.


Mastectomia: Shirley foi a primeira atriz a admitir abertamente ter feito us mulheres a seguirem seu exemplo.
 ma mastectomia, encorajando outra
 
Na calçada da fama: sua estrela fica na 1500 Vine Street.
 
 
Our Gang: a atriz fez testes duas vezes para participar da série mas não passou.


Política: a atriz tornou-se um membro ativo do Partido Republicano a partir dos anos 60. Ela foi Embaixadora dos EUA na Chescoslováquia.


Queda: em 2006 a atriz quebrou o pulso em uma queda em sua casa.


Robinson: Bill Robinson era o seu ídolo na infância. Ela trabalhou ao seu lado em quatro filmes.


S
egurada: aos sete anos, a vida da atriz foi colocada em um seguro com a Lloyd’s of London. No seguro constava que a família não receberia nada se a morte fosse causada por drogas ou embriaguez.


T
he Beatles: sua imagem aparece na manga dos Beatles no album “Sgt Pepper's Lonely Hearts Club Band".
 
 
Um autógrafo: Gary Cooper pediu um autógrafo a Shirley quando a conheceu nos sets de filmagens de “Now and Forever”.


Vendas: a atriz foi campeã de bilheteria entre 1935 e 38. Seu sorriso e carisma ajudava a vender. Adolescente, acabou por se aposentar.
 
 
Wizard Of Oz: fazer o papel de Dorothy, garotinha do Kansas era o sonho de Shirley. Mas ela não pôde fazer o papel por dois motivos: a 20Th Century Fox se recusou a emprestá-la e sua voz também não ajudaria. Judy Garland, inicialmente cotada, ganhou o papel.


X: a atriz foi homenageada em desenhos da Walt Disney, Walter Lantz e Warner Bros.
 
 
Z: foi a criança mais fotografada no mundo, e estrelou mais de 40 filmes e 50 produções para televisão.

sábado, 12 de maio de 2012

Joan Crawford

Marilyn Monroe assinou seu primeiro contrato com a Twentieth Century Fox em 1946, estreando no ano seguinte numa pequena participação. Mas bastou isso para que ela chamasse a atenção de todos. Em 1959 receberia um Globo de Ouro de Melhor Atriz em comédia por Some Like It Hot. Atuou em 30 filmes antes de sua morte em 1961, em circunstâncias ainda inexplicáveis e controversas.

Nos Passos de Joan Crawford
 
Alguns adjetivos são indispensáveis quando o assunto é Joan Crawford: De talentosa à melodramática. Exemplo disto são a sequência de fotografias abaixo. Segundo o blog La Dolce Vita, a diva teve um colapso enquanto ensaiava uma cena de "They All Kissed the Bride" de 1942. O detalhe é que o dito colapso ocorreu justamente quando o fotógrafo da Life Magazine estava por lá... É ou não é coisa da diva! Para completar, além da promoção do filme, Joan fez caridade doando o seu cachê - $ 112,500 - à obras sociais.

Nos primeiros anos do cinema falado, Greta Garbo queria ficar sozinha em Grande Hotel. Um momento antológico, de uma atriz cuja personagem estava em crise. Uma atriz já vista como mito, encrustada na memória. Também, ali, uma personagem cercada por outras várias – todas vividas por estrelas e em um elenco de dar inveja a qualquer produção atual. Pelos corredores do inesquecível hotel, por onde as vidas chegam e seguem viagem, estava também uma ainda jovem Joan Crawford.

De maquiagem expressionista, Bette Davis ataca e é uma das chaves do fascínio ainda gerado por O que Terá Acontecido a Baby Jane?, de Robert Aldrich. Lançado no início dos anos 1960, a obra reúne Davis à outra diva que reinou absoluta nos anos do cinema clássico: Joan Crawford. E se trata de um filme revisionista, de uma mulher que um dia fizera sucesso, na infância, e que agora caíra em ostracismo. Ela está justamente na pele de Davis: exagerada à forma exata, como um palhaço enlouquecido e até mesmo digno de pena nos momentos finais, à praia.
CONFISSÕES DE JOAN CRAWFORD
“Qualquer pessoa no mundo terá levado a sua bofetada. De qualquer maneira, seja dos homens ou do destino, ninguém confessará que a recebeu com prazer, mas, eu devo dizer que sinto uma profunda gratidão por todos aqueles que me esbofetearam. Deram-me ânimo para reagir em meu próprio proveito. Foram-me, grandemente, úteis. Ainda guardo – sem rancor – a lembrança da primeira vez que senti minhas faces vermelhas e todo meu corpo agitado por incrível ressentimento. Contava, então, meus nove anos. Estudava no convento-escola de Santa Agnes, em Kansas City, quando aconteceu que a minha mãe e o meu padrasto se separaram. Ela me explicou que, se quisesse continuar os estudos, teria que ganhar dinheiro para custeá-los. O fato não me preocupou de verdade. Não tinha medo do trabalho nem muita vontade de instruir-me, embora disso me tenha arrependido mais tarde, procurando remediar a minha negligência quando possível. Naquele momento, porém, a minha maior preocupação era ganhar com que viver. Empreguei-me como garçonete.
Dois momentos bem parecidos de Joan
Em time que está ganhando não se deve mexer. E em filme, essa máxima é válida? Nem sempre. As provas são várias: sequências ruins de bons filmes, temas explorados à exaustão e astros estereotipados ou repetindo papéis. Joan Crawford sofreu esse último mal, em dois filmes bons, mas incrivelmente semelhantes, ambos produzidos por Jack Warner e Jerry Wald.
Em 1945, sua atuação como a mãe zelosa e batalhadora Mildred Pierce, no filme “Alma em Suplício / Mildred Pierce”, lhe rendeu um Oscar. Dois anos depois viria mais uma indicação por “Fogueira da Paixão / Possessed”. Este repete consideravelmente a fórmula do primeiro, contando, inclusive, com uma filha ingrata e ciumenta de alta periculosidade (que nem era dela). A semelhança é tanta que a edição de 2009 de “1001 filmes que você deveria ver antes de morrer” apresenta uma imagem de Joan, de vestido florido e empunhando uma arma, como pertencente a “Alma em Suplício”, quando, na verdade, faz parte de “Fogueira da Paixão”!
Nascida Lucille Fay LeSueur no dia 23 de março de 1905, Joan Crawford era dona de um corpo exuberante, e um talento nato para a sensualidade.Teve uma vida difícil até chegar as telas. No início, quando ainda não trabalhava, sustentava-se fazendo pequenas apresentações de dança e strip-tease.
Trabalhava no bar de Henry Richman, quando conheceu Nils Granlund. Porém não tinha uma roupa adequada para fazer companhia ao ilustre cliente. Impressionado, com a beleza de Joan, Nils deu lhe uma quantia em dinheiro para que pudesse comprar um vestido de grife.
O que terá acontecido a Baby Jane ? (What Ever Happened to Baby Jane?) é um filme de 1962, baseado no livro de Henry Farrel. Dirigido por ninguém mais ninguém menos, que Robert Aldrich, o filme foi um enorme sucesso, gastou-se 980.000 dólares para produzí-lo porém, o retorno de bilheteria chegou a casa dos 9 milhões de dólares.
A história se passa num casarão, e tem como protagonistas Bette Davis e Joan Crawford, ambas irmãs. Começando em 1917, Baby Jane (Bette Davis) é uma menina mimada e talentosa que faz apresentações cantando (a música “I've Written a Letter to Daddy") e dançando.
Sua irmã Blanche (Joan Crawford), sofria calada por não ser tão conhecida e querida quanto a irmã, isso a fez crescer com certa mágoa e inveja, porém, mal sabia ela o que o futuro lhe reservava.
Joan Crawford


(clique na caricatura)
Joan Crawford
(Atriz norte-americana)
23-3-1905, San Antonio, Texas, EUA 
10-5-1977, New York, EUA
Lucille Fay LeSueur - seu verdadeiro nome - teve uma vida difícil. As únicas vantagens que possuía eram o corpo espectacular e uma prodigiosa habilidade sexual. Descobriu desde cedo suas qualidades como dançarina e um talento inato para o strip-teaser, que lhe garantia sobrevivência antes de entrar para o cinema.
 
Até que ponto uma mãe amorosa chegaria para satisfazer as vontades de um filho? Esta é uma das questões levantadas em "Mildred Pierce"(1945), o filme que deu o Oscar de melhor atriz para Joan Crawford. O público, ao longo da história faz e refaz esta pergunta enquanto Mildred termina de realizar mais um capricho de sua filha Veda(Ann Blyth). Mas o filme aborda outros dois assuntos polêmicos para os anos 40: o divórcio de uma mulher de classe média e sua decisão de vencer sozinha, sem intervenção de nenhum homem(ou quase nenhum), quando decide se tornar uma empresária. A abertura com música de Max Steiner não poderia ser menos que misteriosa e bela: as ondas do mar batendo na areia, apagando crédito após crédito inicial.

sábado, 28 de abril de 2012

Ademilde Fonseca

Ademilde Fonseca Delfino (São Gonçalo do Amarante, 4 de março de 1921 — Rio de Janeiro, 27 de março de 2012), mais conhecida como Ademilde Fonseca, foi uma cantora brasileira. Suas interpretações a consagraram como a maior intérprete do choro cantado, sendo considerada a "Rainha do choro". Trabalhou por mais de dez anos na TV Tupi e seus discos renderam mais de meio milhão de cópias. Além de fazer sucesso em terras nacionais, regravou grandes sucessos internacionais e se apresentou em outros países.Ademilde Fonseca
Faleceu no Rio de Janeiro aos 9
A cantora Ademilde Fonseca morreu no final da noite de terça-feira (27), no Rio de Janeiro, informou a família. Conhecida como a "Rainha do chorinho", ela tinha 91 anos e sofria problemas cardíacos.
Segunda a neta, Ana Cristina, Ademilde sofreu um mal súbito e morreu em casa, por volta das 23h.
Nascida no Rio Grande do Norte, a "Rainha do choro" iniciou sua carreira na década de 40 e continuava normalmente suas atividades, participando inclusive da gravação de dois programas da Globo News nesta segunda-feira (26). Na semana passada, fez shows em Porto Alegre.
Ademilde deixa uma filha, a também cantora Eimar Fonseca, três netas e quatro bisnetos. O enterro da cantora será realizado no Cemitério São João Batista, em Botafogo. O horário do sepultamento, no entanto, ainda não foi definido.
1 anos, e foi sepultada no Cemitério de São João Batista

Lolita Rodrigues

Lolita Rodrigues, nome artístico de Sílvia Gonçalves Rodrigues Leite (Santos, 10 de março de 1929), é uma atriz e cantora brasileira. Rodrigues Leite é seu sobrenome de casada.

 

Biografia

Filha dos imigrantes espanhóis Isaac e Izolina, cresceu acostumada a ouvir seus familiares cantando músicas espanholas. Em 1939, aos 10 anos, iniciou sua carreira participando de programas na Rádio Record, em São Paulo. Sua beleza e graciosidade eram tamanhas que fora apelidada de La Salerosa. Sempre cantando, passou pelas rádios Bandeirantes, Cultura e Tupi, chegando a ganhar dois Troféus Roquette Pinto como "Melhor Cantora Internacional".
Na inauguração da TV Tupi, em 1950, Lolita substituiu Hebe Camargo, sua amiga de longa data, e cantou o hino especialmente feito para aquela ocasião, o Hino da Televisão Brasileira, com letra do poeta Guilherme de Almeida.
Em 1952, começou a namorar com Aírton Rodrigues, cansando-se alguns anos depois. Tiveram apenas uma filha, a médica Sílvia. Juntos, o casal apresentou, a partir de 1956 e durante longos anos, os programas "Almoço com as Estrelas" e "Clube dos Artistas", na TV Tupi de São Paulo, onde fizeram grande sucesso . Após 31 anos de casamento, o casal se separou, porém não oficialmente; Aírton morre alguns anos depois, tornando-a oficialmente viúva.
O grande sonho de Lolita era tornar-se atriz, realizando-o em 1957, a convite de Cassiano Gabus Mendes, quando interpretou a cigana Esmeralda na telenovela O Corcunda de Notre Dame, exibida às terças e sexta-feiras, onde cantava, dançava, representava e tocava castanhola. Ela também participou da primeira novela diária da televisão, a 2-5499 Ocupado, formando o triângulo romântico com Glória Menezes e Tarcísio Meira.
Por décadas, foi a melhor amiga de Nair Bello, até sua morte, em 2007. Juntas, contraceram nas novelas A Viagem, Uga-Uga, Kubanacan e no humorístico Zorra Total.
Em 2009, é lançado “De Carne e Osso”, biografia de Lolita Rodrigues escrita pela jornalista Eliana Castro, que faz parte da Coleção Aplauso, da Imprensa Oficial do Estado de São Paulo.
O autor de novelas da Rede Globo, Manoel Carlos, presenteou a atriz pelos seus 80 anos completados em 2009 com um papel de destaque em sua novela Viver a Vida. Lolita interpretou Noêmia, mãe do protagonista Marcos vivido pelo ator José Mayer.

Carreira

Ano Novela Emissora Personagem
2009 Viver a Vida Rede Globo Noêmia
2006 Pé na jaca! Rede Globo Carmen
2003 Kubanacan Rede Globo Dona Isabelita
2000 Uga Uga Rede Globo Carmem
1999 Terra Nostra Rede Globo Dolores
1999 Louca Paixão Rede Record Helena
1998 Estrela de Fogo Rede Record Clara
1998 Do Fundo do Coração Rede Record Alzira
1997 Canoa do Bagre Rede Record Clarita
1996 Razão de Viver SBT Carmem
1994 A Viagem Rede Globo Fátima
1992 Despedida de Solteiro Rede Globo Emília
1990 A História de Ana Raio e Zé Trovão Manchete Verônica
1990 Rainha da Sucata Rede Globo Lena
1987 Sassaricando Rede Globo Aldonza
1978 O Direito de Nascer Rede Tupi Dora
1972 Quero Viver Rede Record Severina
1972 O Tempo Não Apaga Rede Tupi (desconhecido)
1971 Os Deuses Estão Mortos Rede Record Eleonora
1970 As Pupilas do Senhor Reitor Rede Record Joana
1969 Algemas de Ouro Rede Record Linda
1968 A Última Testemunha Rede Record Constância
1966 Anjo Marcado Rede Excelsior Júlia
1965 Em Busca da Felicidade Rede Excelsior Anita
1965 Os Quatro Filhos Rede Excelsior (desconhecido)
1965 Ontem, Hoje e Sempre Rede Excelsior Laura
1964 O Pintor e a Florista Rede Excelsior Clélia
1964 Ilsa Rede Excelsior (desconhecido)
1964 Ambição Rede Excelsior Guida
1964 Mãe Rede Excelsior Maria
1963 Aqueles que Dizem Amar-se Rede Excelsior Mariana
1963 2-5499 Ocupado Rede Excelsior Laura
1957 O Corcunda de Notre Dame Rede Tupi Esmeralda
Ano Minissérie Emissora Personagem
1997 Uma Janela para o Céu Rede Record Dona Dalva
1986 Memórias de Um Gigolô Rede Globo Antonieta
Ano Humorístico Emissora Personagem
2003
2006
Zorra Total Rede Globo Ornela
Ano Teleteatro Emissora Personagem
1958
1960
TV de Comédia Rede Tupi (diversos personagens)
1954
1959
TV de Vanguarda Rede Tupi (diversos personagens)

quinta-feira, 12 de abril de 2012

Centenário de Mazzaropi

Era uma entediante tarde de domingo, há MUITOS anos (se é que se pode dizer “há MUITOS anos” quando se tem apenas 18 de idade) e eu decidi assistir a um filme que estava começando. O artista era Mazzaropi, sobre quem eu já havia lido em um almanaque. Não lembro o nome do filme, sequer o enredo, mas a lembrança do riso ficou. Riso compartilhado com milhares de outras pessoas que tiveram a sorte de vê-lo na tela grande e que também não esqueceram a comicidade deste artista cujo centenário será comemorado em breve.
Amácio Mazzaropi nasceu em São Paulo em 9 de abril de 1912, filho de um italiano com uma descendente de portugueses, e recebeu o mesmo nome do avô, Amazzio. Mas seria o outro avô sua maior inspiração, pois era tocador de viola e dançarino. Os pais passaram a trabalhar em uma companhia de tecelagem em Taubaté, onde ele mais tarde também trabalharia. Era bom aluno, sempre declamava poemas em festas escolares e foi aos 10 anos, num monólogo, que pela primeira vez interpretou um caipira.
Ao contrário de tantos outros artistas, o cinema foi o último território a ser desbravado por Mazzaropi. Em 1951 ele assinou contrato com a Companhia Cinematográfica Vera Cruz, onde faria seus três primeiros filmes, passando por diversas outras produtoras até fundar a sua própria em 1958: Produções Amácio Mazzaropi, a PAM Filmes. Para produzir as primeiras películas, ele vendeu tudo o que tinha. Valeu a pena: fez mais sucesso, ganhou seu próprio programa de variedades e comprou uma fazenda para construir seu estúdio.
Em 1960 ele fez o filme Jeca Tatu, repetindo o papel de caipira em mais nove produções. No mesmo ano estreia na direção, com “As aventuras de Pedro Malasartes”. E o pioneirismo não parou por aí: “Tristeza do Jeca”, do mesmo ano, seria o primeiro filme nacional colorido em Eastmancolor, tendo sido editado no México. E, por fim, em 1973 sairia o primeiro de seus dois filmes rodados no exterior: “Um caipira em Bariloche”.
Mazzaropi ganhou diversos prêmios durante sua carreira. Seu filme “No paraíso das solteironas” rendeu, em um ano, 2 bilhões e 650 milhões de cruzeiros. Rodou um filme autobiográfico, “Betão ronca ferro”, em 1970, e dois anos depois se encontrou com o presidente Emílio Garrastazu Médici, pedindo maiores verbas para o cinema brasileiro. Ele se encontraria com mais dois presidentes, sempre falando sobre a sétima arte.
Sucesso garantido
O artista nunca se casou, mas, segundo alguns depoimentos, criou ao longo de sua vida cinco meninos, embora em algumas biografias conste que ele teve apenas um filho adotivo, de nome Péricles. Mazzaropi faleceu em 13 de junho de 1981, aos 69 anos, de septicemia (infecção generalizada), dois anos antes da morte da mãe. Fez ao todo 32 filmes e contracenou com grandes nomes, como Hebe Camargo, Odete Lara, Luís Gustavo e Tarcísio Meira, tendo estes últimos estreado sob a tutela do mestre. Ensinou gerações a rirem com sua personagem caipira, mas na vida real era ambicioso, perspicaz e gostava de se vestir com elegância. Caipira esperto, uai! 
Assim como outros astros do cinema brasileiro, Mazzaropi começou no circo, juntando-se a uma trupe aos 14 anos e contando piadas entre as apresentações de um faquir. Três anos depois, ele se viu obrigado a voltar para casa sem emprego, mas a efervescência trazida pela Revolução de 32 reacendeu sua vontade de atuar. Não demoraria para que ele transformasse o mais famoso grupo itinerante do interior de São Paulo, a Troupe Olga Crutt
 
 
 na Troupe Mazzaropi, inclusive levando seus pais para trabalharem com ele.
Quase dez anos depois, Mazzaropi recebeu boas críticas por sua peça “Filho de sapateiro, sapateiro deve ser”. Com o sucesso veio em 1946 o convite para o programa Rancho Alegre, da Rádio Tupi, em que ele contava piadas e cantava ao som de uma sanfona. Só na primeira semana, ele recebeu 2000 cartas de fãs, que lotavam os espetáculos que ele fazia pelo país.
Mazzaropi teve o privilégo de se apresentar na estreia da TV Tupi tanto em São Paulo quanto no Rio de Janeiro, respectivamente em 1950 e 1951. Seu programa Rancho Alegre seria a primeira atração da televisão brasileira a contar com um patrocinador.
 
 
Ao contrário de tantos outros artistas, o cinema foi o último território a ser desbravado por Mazzaropi. Em 1951 ele assinou contrato com a Companhia Cinematográfica Vera Cruz, onde faria seus três primeiros filmes, passando por diversas outras produtoras até fundar a sua própria em 1958: Produções Amácio Mazzaropi, a PAM Filmes. Para produzir as primeiras películas, ele vendeu tudo o que tinha. Valeu a pena: fez mais sucesso, ganhou seu próprio programa de variedades e comprou uma fazenda para construir seu estúdio.
Em 1960 ele fez o filme Jeca Tatu, repetindo o papel de caipira em mais nove produções. No mesmo ano estreia na direção, com “As aventuras de Pedro Malasartes”. E o pioneirismo não parou por aí: “Tristeza do Jeca”, do mesmo ano, seria o primeiro filme nacional colorido em Eastmancolor, tendo sido editado no México. E, por fim, em 1973 sairia o primeiro de seus dois filmes rodados no exterior: “Um caipira em Bariloche”.
Mazzaropi ganhou diversos prêmios durante sua carreira. Seu filme “No paraíso das solteironas” rendeu, em um ano, 2 bilhões e 650 milhões de cruzeiros. Rodou um filme autobiográfico, “Betão ronca ferro”, em 1970, e dois anos depois se encontrou com o presidente Emílio Garrastazu Médici, pedindo maiores verbas para o cinema brasileiro. Ele se encontraria com mais dois presidentes, sempre falando sobre a sétima arte.
Sucesso garantido
O artista nunca se casou, mas, segundo alguns depoimentos, criou ao longo de sua vida cinco meninos, embora em algumas biografias conste que ele teve apenas um filho adotivo, de nome Péricles. Mazzaropi faleceu em 13 de junho de 1981, aos 69 anos, de septicemia (infecção generalizada), dois anos antes da morte da mãe. Fez ao todo 32 filmes e contracenou com grandes nomes, como Hebe Camargo, Odete Lara, Luís Gustavo e Tarcísio Meira, tendo estes últimos estreado sob a tutela do mestre. Ensinou gerações a rirem com sua personagem caipira, mas na vida real era ambicioso, perspicaz e gostava de se vestir com elegância. Caipira esperto, uai! 
 

domingo, 25 de março de 2012

Chico Anysio

Francisco Anysio de Oliveira Paula Filho, conhecido como Chico Anysio (Maranguape, 12 de abril de 1931 — Rio de Janeiro, 23 de março de 2012), foi um humorista, ator, dublador, escritor, compositor e pintor brasileiro, notório por seus inúmeros quadros e programas humorísticos na Rede Globo, emissora onde trabalhou por mais de 40 anos.
Ao dirigir e atuar ao lado de grandes nomes do humor brasileiro no rádio e na televisão, como Paulo Gracindo, Grande Otelo, Costinha, Walter D'Ávila, Jô Soares, Renato Corte Real, Agildo Ribeiro, Ivon Curi, José Vasconcellos e muitos outros, tornou-se um dos mais famosos, criativos e respeitados humoristas da história do país.
Morreu em 23 de março de 2012, no Rio de Janeiro.

Biografia

Chico Anysio mudou-se com sua família para o Rio de Janeiro quando tinha seis anos de idade Decidiu tentar fazer um teste para locutor de rádio quando a sua irmã também faria. Saiu-se excepcionalmente bem no teste, ficando em segundo lugar, somente atrás de outro jovem iniciante, por coincidência, o próprio Silvio Santos Na rádio na qual trabalhava, a Rádio Guanabara, exercia várias funções: radioator, comentarista de futebol, etc. Participou do programa Papel carbono de Renato Murce. Na década de 1950, trabalhou nas rádios Mayrink Veiga, Clube de Pernambuco e Clube do Brasil. Nas chanchadas da década de 1950, Chico passou a escrever diálogos e, eventualmente, atuava como ator em filmes da Atlântida Cinematográfica.
Na TV Rio estreou em 1957 o Noite de Gala. Em 1959, estreou o programa Só Tem Tantã, lançado por Joaquim Silvério de Castro Barbosa, mais tarde chamado de Chico Total. Além de escrever e interpretar seus próprios textos no rádio, televisão e cinema, sempre com humor fino e inteligente, Chico se aventurou com relativo destaque pelo jornalismo esportivo, teatro, literatura e pintura, além de ter composto e gravado algumas canções.
Chico Anysio foi um dos responsáveis pela intermediação referente ao exílio de Caetano Veloso em Londres. Quando completou dois anos de exílio, Chico enviou uma carta para Veloso, para que este retornasse ao Brasil. Caetano e Gilberto Gil haviam sido presos em São Paulo, duas semanas depois da decretação do AI-5, o ato que dava poderes absolutos ao regime militar. Trazidos ao Rio de carro, os dois passaram por três quartéis, até viajarem para Salvador, onde passaram seis meses sob regime de prisão domiciliar. Em seguida, em meados de 1969, receberam autorização para sair do Brasil, com destino a Londres, onde só retornariam no início de 1972.
Desde 1968, encontra-se ligado à Rede Globo, onde conseguiu o status de estrela num "cast" que contava com os artistas mais famosos do Brasil; e graças também a relação de mútua admiração e respeito que estabeleceu com o executivo Boni. Após a saída de Boni da Globo nos anos 1990, Chico perdeu paulatinamente espaço na programação, situação agravada em 1996 por um acidente em que fraturou a mandíbula.
Chico Anysio em 2003
Em 2005, fez uma participação no Sítio do Pica-pau Amarelo, onde interpretava o "Dr. Saraiva" e, recentemente, participou da novela Sinhá Moça, na Rede Globo.

Família

É pai do ator Lug de Paula, do casamento com a atriz e comediante Nancy Wanderley;  do também comediante Nizo Neto  e do diretor de imagem Rico Rondelli, da união com a atriz e vedete Rose Rondelli;  de André Lucas, que é filho adotivo; do DJ Cícero Chaves, da relação com a ex-frenética Regina Chaves; e do ator/escritor Bruno Mazzeo, do casamento com a ex modelo e atriz Alcione Mazzeo.
Também teve mais dois filhos com a ex-ministra Zélia Cardoso de Mello, Rodrigo e Vitória. É irmão da falecida atriz Lupe Gigliotti, com quem contracenou em vários trabalhos na televisão; do cineasta Zelito Viana; e do industrial, compositor e ex-produtor de rádio Elano de Paula. Também é tio do ator Marcos Palmeira, da atriz e diretora Cininha de Paula e é tio-avô da atriz Maria Maya, filha de Cininha com o ator e diretor Wolf Maya.
Era casado com a empresária Malga Di Paula.

Problemas de saúde

O humorista foi internado no dia 2 de dezembro de 2010, quando deu entrada no hospital devido a falta de ar. Na avaliação inicial, detectou-se obstrução da artéria coronariana, assim, foi submetido à angioplastia. Chico Anysio ficou 109 dias internado, recebendo alta apenas no dia 21 de março de 2011. Neste período, o humorista permaneceu a maior parte do tempo na UTI.
Em 23 de abril de 2011, Chico Anysio retornou ao programa "Zorra Total" interpretando a personagem Salomé. No quadro, Salomé conversava "de mulher para mulher" com a presidente Dilma Rousseff.
No dia 30 de novembro de 2011, foi internado novamente, devido a uma infecção urinária. Recebeu alta 22 dias depois, em 21 de dezembro de 2011, mas já no dia seguinte voltou a ser internado, com hemorragia digestiva. Em fevereiro de 2012 foi diagnosticado com uma infecção pulmonar. Apresentou uma piora nas funções respiratórias e renal em 21 de março de 2012.

Morte

Com a saúde cada vez mais debilitada, veio a morrer no dia 23 de março de 2012, após sofrer uma parada cardiorrespiratória causada por falência múltipla dos órgãos, decorrente de choque séptico causado por infecção pulmonar.
No dia 24 de março, foi cremado no Cemitério do Caju. De acordo com Paulo César Pimpa, seu advogado, o humorista pediu em testamento que metade das cinzas seja levada para Maranguape, Ceará e a outra, para o estúdio do Projac, no Rio.
 
 
  • Em 1960, o programa Chico Anysio Show, produção de Carlos Manga, passou a ser apresentado em videoteipe. Os comerciais do programa, que também eram "ao vivo", passaram a ser gravados.
  • Apaixonou-se pela demissionária ministra Zélia Cardoso de Mello quando ela fez uma aparição em seu programa humorístico.
  • No dia 15 de março de 2007, foi lançado no Casarão Cultural Cosme Velho, no Rio de Janeiro, o documentário "Chico Anysio", sobre os 60 anos de sua carreira.
  • Em homenagem aos 60 anos de carreira de Chico, Ziraldo reuniu vários cartunistas e criou um livro chamado "É Mentira, Chico?", reunindo caricaturas dos personagens do humorista, além de um DVD da Globo Marcas, com especiais dos programas do Chico, chamado Chico Especial!.
  • Em 2008, Chico Anysio recebeu uma homenagem de Rodrigo Scarpa e Wellington Muniz, com seus respectivos personagens Vesgo e Silvio, do programa humorístico Pânico na TV. Eles cobravam sua volta aos humorísticos da Globo com a campanha "Volta Chico!". Vários artistas participaram da campanha e conseguiram sensibilizar os diretores da Globo, pois Chico fez uma aparição.
  • Em 2009, Chico foi tema da escola de samba Unidos do Anil, do Rio de Janeiro, desfilando com o enredo "Chico Total! Sou Anil e Faço Carnaval".O Maior Humorista do mundo!!!!
 
 

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