sábado, 27 de novembro de 2010

Virgínia Lane

Virgínia Giaccone (Rio de Janeiro, 28 de fevereiro de 1920), nome artístico, mais conhecida como Virgínia Lane,[1] é uma atriz, ex-cantora e vedete brasileira.

BiografiaVirginia Lane A Vedete do Brasil

Em 1935, começou sua carreira como cantora no programa Garota Bibelô, na rádio Mayrink Veiga, de César Ladeira. Sua estreia no elenco do Cassino da Urca se deu em 1943, quando atuou como cantora e dançarina à frente das orquestras de Carlos Machado, Tommy Dorsey e Benny Goodman.
Seu primeiro disco pela Continental foi lançado, em 1946, com a marcha Maria Rosa, de Oscar Bellandi e Dias da Cruz, e o samba Amei Demais, de Cyro de Souza e J.M. da Silva. Já em 1948, sob a direção de Chianca de Garcia, apareceu como vedete na revista Um Milhão de Mulheres, no Teatro Carlos Gomes, no Rio de Janeiro. Tornou-se então a vedete mais famosa da Praça Tiradentes. Por 4 anos seguidos emplacou diversas revistas em parceria com o produtor Walter Pinto. Durante a temporada de Seu Gegê Virgínia Lane recebeu o título de “A Vedete do Brasil”, dado pelo Presidente Getúlio Vargas.
No auge da febre do Teatro de Revista levou para a televisão o formato do teatro de variedades com o programa Espetáculos Tonelux, na TV Tupi carioca, dirigida por Mário Provenzano.
Virgínia fez sucesso também no cinema, em diversos filmes na Cinédia e na Atlântida, como Laranja da China (1940), de Ruy Costa, e Carnaval no Fogo (1949), de Watson Macedo. Participou de várias comédias carnavalescas cantando seus sucessos e contracenando com Oscarito, Grande Otelo e Zé Trindade.
Em 2005/2006 fez parte do elenco na novela Belíssima, da TV Globo, ao lado de outras ex-vedetes, como Carmem Verônica, Íris Bruzzi, Ester Tarcitano, Lady Hilda, Teresa Costello, Dorinha Duval, Anilza Leoni, Rosinda Rosa, Lia Mara, entre outras.
Virgínia Lane participou de 37 filmes, e chegou a montar sua própria companhia para levar o teatro de revista a diversas regiões do Brasil.
Ela também é conhecida por ter sido amante do ex-presidente Getúlio Vargas, com quem teve um relacionamento amoroso que durou mais de 10 anos.[2] Lane já chegou a dizer que "a barriguinha dele atrapalhava, mas que tudo se resolvia na horizontal".[3]

Trabalhos no cinema

  • 1935 Alô Alô Brasil - Vedete
  • 1936 Alô, Alô, Carnaval - Vedete
  • 1939 Banana-da-Terra
  • 1939 Está Tudo Aí
  • 1940 Céu azul
  • 1940 Laranja-da-China
  • 1941 Entra na Farra
  • 1943 Samba em Berlim
  • 1949 Carnaval no Fogo - Dalva
  • 1951 Anjo do Lodo - Lúcia
  • 1952 É Fogo na Roupa
  • 1952 Está com Tudo
  • 1952 Tudo Azul
  • 1955 Carnaval em Marte
  • 1956 Guerra ao Samba - Tetê
  • 1956 Tira a mão daí!
  • 1958 Vou Te Contá
  • 1959 Mulheres à Vista - Gil
  • 1959 Quem Roubou Meu Samba? - Sônia
  • 1960 O Viúvo Alegre - Marah
  • 1960 Vai Que É Mole
  • 1962 Bom Mesmo É Carnaval
  • 1975 Os Pastores da Noite
  • 1977 A Árvore dos Sexos
  • 1998 Vox Populi

Trabalhos na televisão

  • 2007 Sete Pecados - ex-vedete (amiga de Corina)

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Amilton Fernandes

Amilton Fernandes (Pelotas, Rio Grande do Sul, 27 de abril de 1919 — Rio de Janeiro, 8 de abril de 1968) foi um ator brasileiro.o primeiro gala brasileiro de tele novelas
Amilton Fernandes foi o primeiro ator brasileiro a alcançar grande popularidade como galã em uma telenovela, graças a sua atuação como Albertinho Limonta em O Direito de Nascer, de 1964, na extinta Rede Tupi.
Faleceu prematuramente em um acidente de automóvel, no decorrer da produção da telenovela Sangue e Areia, onde era o grande vilão da trama.
No dia 29 de janeiro de 1968, Amílton sofreu um acidente automobilístico na esquina da Rua São Francisco Xavier com Avenida Heitor Beltrão no bairro do Maracanã, zona norte do Rio de Janeiro. Como era Hemofílico, o ator ficou internado por setenta dias passando por seis operações vindo a falecer posteriormente. Quando morreu Amílton vivia o vilão Dom Ricardo na novela da Rede Globo, Sangue e Areia, de Janete Clair. O roteiro da novela teve que ser todo refeito e seu personagem desapareceu da trama.

Carreira artística

Na televisão

  • 1958 - Suspeita
  • 1959 - Fim de Semana no Campo
  • 1959 - Doce Lar Teperman
  • 1959 - Adolescência
  • 1959 - A Ponte de Waterloo
  • 1962 - A Noite Eterna
  • 1962 - A Estranha Clementine
  • 1963 - As Chaves do Reino
  • 1963 - Moulin Rouge, a Vida de Tolouse Lautrec .... Rachau
  • 1963 - A Sublime Aventura
  • 1964 - Alma Cigana .... capitão Fernando
  • 1964 - O Segredo de Laura .... Cláudio
  • 1964 - Quem Casa com Maria? .... Paulo
  • 1964 - O Direito de Nascer .... Albertinho Limonta
  • 1965 - O Preço de uma Vida .... André
  • 1966 - O Sheik de Agadir .... Maurice Dummont
  • 1967 - A Rainha Louca .... Xavier
  • 1967 - Sangue e Areia .... Ricardo

No cinema

  • 1962 - O Vendedor de Linguiças
  • 1965 - Quatro Brasileiros em Paris
  • 1966 - As Cariocas
  • 1967 - Adorável Trapalhão
  • 1968 - Edu, Coração de Ouro

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Romy Schneider

Romy Schneider, nome artístico de Rosemarie Magdalena Albach (Viena, 23 de setembro de 1938 — Paris, 29 de maio de 1982) foi uma atriz austríaca que atuou no cinema europeu, especialmente no francês.

Biografia   A eterna SISSI a mais bela atriz

Romy Schneider era filha dos atores Magda Schneider e Wolf Albach-Retty, e muito bonita desde pequena. Com uma pele rosada e olhos azuis, Romy chamava muita atenção, mas só estreou no cinema aos catorze anos, no filme Quando Voltam a Florescer os Lilases, ao lado da mãe, que controlou sua carreira até que ela se casasse pela primeira vez.
Aos 17 anos, em 1955, Schneider tornava-se famosa ao viver Sissi, a Imperatriz-adolescente da Áustria, no filme do mesmo nome. Era uma personagem bonita, irreverente e capaz de quebrar todos os protocolos da nobreza européia de forma a conquistar o jovem Imperador austríaco Francisco José e os seus súditos. O filme conquistou as platéias do mundo todo e gerou mais duas continuações, Sissi, a Imperatriz e Sissi E Seu Destino, todos dirigidos por Ernst Marischka e interpretados por Romy, o ator Karlheinz Böhm e a mãe de Romy, Magda Schneider.
Já famosa mundialmente a atriz se recusou a continuar a viver jovens princesas inocentes e partiu para filmes mais adultos, escandalizando seus fãs em 1958 ao participar do filme Senhoritas de Uniforme, que contava a história de lesbianismo em um colégio feminino.
No mesmo ano Romy filmou Christine, e se apaixonou perdidamente pelo seu galã, o então também jovem e promissor ator francês Alain Delon.
Túmulo de Romy Schneider, em Boissy-sans-Avoir (Yvelines)
O romance durou até 1963 e o casamento dos dois foi várias vezes anunciado e outras tantas adiado. Nessa época, ela se encontrou com o diretor Luchino Visconti que mudou radicalmente sua trajetória de atriz, dando-lhe um papel sexy e digno de uma grande atriz em Boccaccio 70.
Seu primeiro casamento foi com o diretor e cenógrafo alemão Harry Meyen, pai de seu filho David. Separaram-se em 1975 e logo depois se casou com seu secretário pessoal, Daniel Biasini, com quem teve uma filha, Sarah e que acabaria também por se separar. Quando morreu, vivia há pouco mais de um mês com o produtor francês Laurent Petain.
A atriz morreu aos 43 anos de uma parada cardíaca, em seu apartamento em Paris, onde vivia com o terceiro marido, a filha e uma empregada. Ela vinha se tratando de uma profunda depressão pelo suicídio do primeiro marido e, logo depois, pela trágica morte do filho de ambos, que ao pular um portão, foi perfurado pelas setas da grade, onde passava férias, e morreu na hora, com apenas 14 anos. Alguns dias antes de falecer, Romy se submeteu a uma operação para a retirada de um rim devido a um tumor.

Premiações

Selo alemão de 2000 homenageando Schneider.

Prêmio César

  • 1976 "Melhor Atriz", L'important c'est d'aimer
  • 1979 "Melhor Atriz", Une histoire simple
Indicações
  • 1977 "Melhor Atriz", Une femme à sa fenêtre (1976)
  • 1980 "Melhor Atriz", Clair de femme (1979)
  • 1983 "Melhor Atriz", La passante du Sans-Souci (1982)

Prêmio David di Donatello

  • 1979 Por toda sua carreira com menção particular a sua perfomance em Une histoire simple

German Film Awards

  • 1977 Outstanding Individual Achievement: Atriz, Gruppenbild mit Dame

Globo de Ouro

Indicação
  • 1964 Melhor Atriz (filme dramático), The Cardinal

Prêmio Sant Jordi

  • 1982 Melhor Atuação em Filme Estrangeiro, Fantasma d'amore
Também por Ludwig (1972) and La mort en direct (1980)

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

James Dean


James Dean      O garoto rebelde de Hoollywood
James Dean

Nascimento 8 de fevereiro de 1931
Marion, Indiana
Morte 30 de setembro de 1955 (24 anos)
Salinas, Califórnia
Nacionalidade estadunidense
James Byron Dean (Marion, Indiana, 8 de Fevereiro de 1931 - Salinas, Califórnia, 30 de Setembro de 1955) foi um ator estadunidense. É considerado um ícone cultural, como a melhor personificação da rebeldia e angústias próprias da juventude da década de 1950.

Biografia

James Byron Dean era filho único e seu nome foi uma homenagem da mãe ao poeta inglês Lord Byron. filho de Wilton Dean, um protético, e de Mildred Dean, filha de fazendeiros metodistas, aos 8 anos ele já tocava violino e fazia aulas de sapateado. Em 1940, perdeu a mãe vitima de câncer. Com a morte da mãe, foi morar com os tios Marcus e Ortence Winslow em Fairmount, Indiana. Considerado uma criança introspectiva, Jimmy, como era chamado, cresceu na fazenda de 300 acres dos tios, ali aprendeu a dirigir trator e ordenhar vacas. Aos 14 anos, já participava do teatro escolar e aos 17 anos ganhou sua primeira moto, uma Triumph, presente do tio Marcus.
Em 1949, Dean foi para Los Angeles, com a intenção de estudar arte dramática e morar com o pai e a madrasta. Ganhou dele um Chevrolet de segunda mão. Abandonou a faculdade e foi para Nova York cursar o lendário Actor's Studio de Lee Strasberg. Para se manter em Nova York, trabalhou como garçom e cobrador de ônibus. Nesta mesma época conheceu Jane Deacy, que se tornou sua agente.
Em 1952, começou a fazer pequenas pontas na TV. Em 1953, encenou na Broadway a peça de Richard Wash "See the Jaguar". A peça foi um fracasso, mas James Dean chamou a atenção da critica. Encenou a Peça "O Imoralista", baseada na obra de André Gide, interpretando um homossexual. Com a peça ganhou o Tony Award de melhor ator do ano.
Em 1954, para estrelar o filme de Elia Kazan, A Leste do Éden" (Vidas Amargas, Brasil), baseado na obra de John Steinbeck, em que interpretava um jovem solidário e amargurado, teve que assinar um contrato com uma cláusula em que se comprometia a não dirigir carros de corrida durante as filmagens.
Enquanto James Dean era uma promessa, Marlon Brando já era um astro. As comparações eram inevitáveis. James Dean Conheceu Brando no set de filmagem de "Desirée", decepcionou-se com seu ídolo graças a um comentário feito por Brando sobre as roupas do jovem ator. Ele usava calças jeans surradas e camisa de botão.
Em 1954, conheceu a jovem estrela de O Cálice Sagrado, Pier Angeli, para muitos o grande amor de sua vida, mas a mãe de Pier foi contra o relacionamento, pelo fato de ele não se católico. Jimmy já era conhecido por seu temperamento difícil. O rompimento do namoro abalou o ator. Ao saber que a ex-namorada estava de casamento marcado com o cantor Vic Damone, apareceu na porta da Igreja Católica de São Timóteo e conseguiu chamar a atenção dos noivos, "arrancando" com a moto em alta velocidade. Só encontraria Pier quase um ano mais tarde nas filmagens de Assim caminha a Humanidade.
Durante as gravações de Assim caminha a Humanidade, Dean circulava com uma loura exuberante, Ursula Andress, que se tornaria a primeira Bond Girl. Ela disse que ele era "como um animal selvagem".[1]
Fora dos sets de filmagem, era conhecido por uma agitada vida social, fumava e bebia, e possuía um enorme fascínio por carros velozes e pela velocidade em si - paixão que lhe custou a vida.

Morte

Quando se dirigia para uma corrida, em 30 de Setembro de 1955, envolveu-se num acidente fatal, partindo imediatamente a coluna vertebral e sofrendo de hemorragias internas. Quando foi colocado na ambulância, o passageiro que estava a seu lado, o mecânico Rolf Wütherich, ouviu "um grito suave emitivo por Jimmy - a lamúria de um menino chamando sua mãe ou de um homem encarando Deus."[1]
O médico-legista observou que o corpo de James Dean era coberto de cicatrizes. Num bar de Hollywood, onde era conhecido como "Cinzeiro Humano", ele oferecia seu peito e pedia às pessoas que apagassem seus cigarros nele.
No dia em que morreu, James Dean ainda esgotava ingressos com o seu primeiro filme. A consagração final chegou poucos dias após a sua morte, quando Juventude transviada chegou aos cinemas. Recebeu duas indicações ao Oscar, postumamente. Em 1956, por Vidas amargas (a primeira indicação póstuma na história da premiação), e em 1957, por Assim caminha a humanidade, ambas por melhor ator. Ganhou dois prêmios do Globo de Ouro, em 1956 como melhor ator e, no ano seguinte, num prêmio especial que o consagrou como ator favorito do público.
O seu cadáver encontra-se inumado no «Park Cemetery» (Fairmount, Indiana, USA).



Filmografia

  • 1956 - Giant (br: Assim caminha a humanidade — pt: O gigante), de George Stevens - como Jett Rink
  • 1955 - East of Eden (br: Vidas amargas — pt: À leste do paraíso), de Elia Kazan - como Cal Trask
  • 1955 - Rebel Without a Cause (br: Juventude transviada — pt: Fúria de viver), de Nicholas Ray - como Jim Stark
  • 1953 - Trouble Along the Way (br: Atalhos do destino)
  • 1952 - Has Anybody Seen My Gal? (br: Sinfonia prateada)
  • 1951 - Fixed Bayonets (br: Baionetas caladas)
  • 1951 - Sailor Beware (br: O marujo foi na onda)


quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Charlie Chaplin

Sir Charles Spencer Chaplin Jr., KBE (Londres, 16 de Abril de 1889 — Corsier-sur-Vevey[1] , 25 de Dezembro de 1977), mais conhecido como Charlie Chaplin, foi um actor, diretor, produtor, dançarino, roteirista e músico britânico. Chaplin foi um dos atores mais famosos do período conhecido como Era de Ouro do cinema dos Estados Unidos.
Além de atuar, Chaplin dirigiu, escreveu, produziu e eventualmente compôs a trilha sonora de seus próprios filmes, tornando-se uma das personalidades mais criativas e influentes da era do cinema mudo. Chaplin foi fortemente influenciado por um antecessor, o comediante francês Max Linder, a quem ele dedicou um de seus filmes. Sua carreira no ramo do entretenimento durou mais de 75 anos, desde suas primeiras atuações quando ainda era criança nos teatros do Reino Unido durante a Era Vitoriana quase até sua morte aos 88 anos de idade. Sua vida pública e privada abrangia adulação e controvérsia. Juntamente com Mary Pickford, Douglas Fairbanks e D. W. Griffith, Chaplin co-fundou a United Artists em 1919.
                   Charle Chaplin O GHenio do cinema.

América

Making a Living (1914), o primeiro filme de Chaplin.
A primeira turnê de Chaplin aos Estados Unidos com o trupe de Fred Karno ocorreu durante 1910 até 1912. Após cinco meses de volta na Inglaterra, ele retorna aos EUA em uma segunda turnê com o trupe de Karno, chegando novamente na América em 2 de outubro de 1912. Na Companhia de Karno estava Arthur Stanley Jefferson, que posteriormente ficaria conhecido como Stan Laurel. Chaplin e Laurel dividiam um quarto em uma pensão. Stan Laurel retornou à Inglaterra, mas Chaplin manteve-se nos Estados Unidos. No final de 1913, a atuação de Chaplin foi eventualmente vista por Mack Sennett, Mabel Normand, Minta Durfee e Fatty Arbuckle. Sennett o contratou para seu estúdio, a Keystone Film Company, pois precisavam de um substituto para Ford Sterling.[6] Inicialmente, Chaplin teve grande dificuldade em se adaptar ao estilo de atuação cinematográfica da Keystone. Após a estréia de Chaplin no cinema, no filme Making a Living, Sennett sentiu que cometera um grande erro.[7] Muitos alegam que foi Normand quem o convenceu a dar a Chaplin uma segunda chance.[8]
Chaplin começou a trabalhar junto com Normand, que dirigiu e escreveu vários de seus primeiros filmes.[9] Chaplin não gostou de ser dirigido por uma mulher, e os dois discutiam frequentemente.[9] Ele acreditava que Sennett pretendia demití-lo caso houvesse um desentendimento com Normand.[9] No entanto, os filmes de Chaplin fizeram tanto sucesso que ele se tornou uma das maiores estrelas da Keystone.[9][10]


Artista pioneiro de cinema

Kid Auto Races at Venice (1914), o segundo filme de Chaplin e a primeira aparição d'O Vagabundo.
Foi no estúdio Keystone onde Chaplin desenvolveu seu principal e mais conhecido personagem: O Vagabundo (conhecido como Charlot na França e no mundo francófono, na Itália, Espanha, Portugal, Grécia, Romênia e Turquia, Carlitos no Brasil e na Argentina, e Der Vagabund na Alemanha). O Vagabundo é um andarilho pobretão que possui todas as maneiras refinadas e a dignidade de um cavalheiro; aparece sempre vestindo um paletó apertado, calças e sapatos desgastados e mais largos que o seu número, e um chapéu-coco; carrega uma bengala de bambu; e possui um pequeno bigode-de-broxa. O público viu o personagem pela primeira vez no segundo filme de Chaplin, Kid Auto Races at Venice, lançado em 7 de fevereiro de 1914. No entanto, ele já havia criado o visual do personagem para o filme Mabel's Strange Predicament, produzido alguns dias antes, porém lançado mais tarde, em 9 de fevereiro de 1914.

Durante o avanço dos filmes sonoros, Chaplin produziu Luzes da Cidade (1931) e Tempos Modernos antes de se converter ao cinema "falado". Esses filmes foram essencialmente mudos, porém possuiam música sincronizada e efeitos sonoros. Indiscutivelmente, Luzes da Cidade contém o mais perfeito equilíbrio entre comédia e sentimentalismo. Em relação à última cena, o crítico James Agee escreveu na revista Life em 1949 que foi a "melhor atuação já registrada em celulóide". Apesar de Tempos Modernos ser um filme mudo, ele contém falas — geralmente provenientes de objetos inanimados, como rádios ou monitores de TV. Isto foi feito para ajudar o público da década de 1930, que já estava fora do hábito de assistir a filmes mudos. Além disso, Tempos Modernos foi o primeiro filme em que a voz de Chaplin é ouvida (no final do filme, a canção "Smile", composta e cantada pelo próprio Chaplin num dueto com Paulette Goddard). No entanto, para a maioria dos espectadores, este ainda é considerado um filme mudo — e o fim de uma era.
O primeiro filme falado de Chaplin, O Grande Ditador (1940), foi um ato de rebeldia contra o ditador alemão Adolf Hitler e o nazismo, e foi lançado nos Estados Unidos um ano antes do país abandonar sua política de neutralidade e entrar na Segunda Guerra Mundial. Chaplin interpretou o papel de Adenoid Hynkel, ditador da "Tomânia", claramente baseado em Hitler e, atuando em um papel duplo, também interpretou um barbeiro judeu perseguido frequentemente por nazistas, o qual é fisicamente semelhante a'O Vagabundo. O filme também contou com a participação do comediante Jack Oakie no papel de Benzino Napaloni, ditador da "Bactéria", uma sátira do ditador italiano Benito Mussolini e do fascismo; e de Paulette Goddard, no papel de uma mulher no gueto. O filme foi visto como um ato de coragem no ambiente político da época, tanto pela sua ridicularização do nazismo quanto pela representação de personagens judeus ostensivos e de sua perseguição. Adicionalmente, O Grande Ditador foi indicado ao Oscar de Melhor Filme, Melhor Ator (Chaplin), Melhor Ator Coadjuvante (Oakie), Melhor Trilha Sonora (Meredith Willson) e Melhor Roteiro Original (Chaplin).

Últimos trabalhos

Os últimos dois filmes de Chaplin foram produzidos em Londres: A King in New York (1957) no qual ele atuou, escreveu, dirigiu e produziu; e A Countess from Hong Kong (1967), que ele dirigiu, produziu e escreveu. O último filme foi estrelado por Sophia Loren e Marlon Brando, e Chaplin fez uma pequena ponta no papel de mordomo, sendo esta a sua última aparição nas telas. Ele também compôs a trilha sonora de ambos os filmes, assim como a canção-tema de A Countess from Hong Kong, "This is My Song", cantada por Petula Clark, chegando a ser a canção mais popular do Reino Unido na época do lançamento do filme. Chaplin também produziu The Chaplin Revue, uma compilação de três filmes feitos durante seu período de parceiria com a First National: A Dog's Life (1918), Shoulder Arms (1918) e The Pilgrim (1923), para os quais ele compôs a trilha sonora e gravou uma narração introdutória. Adicionalmente, Chaplin escreveu sua autobiografia entre 1959 e 1963, intitulada Minha Vida, sendo publicada em 1964.
Chaplin planejara um filme intitulado The Freak, que seria estrelado por sua filha, Victoria, no papel de um anjo. Segundo Chaplin, ele havia concluído o roteiro em 1969 e foram feitos alguns ensaios de pré-produção, mas foram interrompidos quando Victoria se casou. Além disso, sua saúde declinou constantemente na década de 1970, prejudicando todas as esperanças do filme ser produzido.
De 1969 até 1976, juntamente com James Eric, Chaplin compôs músicas originais para seus filmes mudos e depois os relançou. Ele compôs a música de seus outros curta-metragens da First National: The Idle Class em 1971, Pay Day em 1972, A Day's Pleasure em 1973, Sunnyside em 1974, e dos longa-metragens The Circus em 1969 e The Kid em 1971. O último trabalho de Chaplin foi a trilha sonora para o filme A Woman of Paris (1923), concluída em 1976, época em que Chaplin estava extremamente frágil, encontrando até mesmo dificuldades de comunicação.

Oscars                            

 
Chaplin e Jackie Coogan em The Kid (1921).

Prêmios competitivos

Em 1972, Chaplin ganhou o Oscar de Melhor Trilha Sonora pelo filme Luzes da Ribalta, de 1952, que também foi um grande sucesso. O filme foi co-estrelado por Claire Bloom e também conta com a participação de Buster Keaton, sendo esta a única vez em que os dois grandes comediantes apareceram juntos. Devido as perseguições políticas contra Chaplin, o filme não chegou a ser exibido durante uma única semana em Los Angeles quando foi originalmente lançado. Este critério de nomeação era desconsiderado até 1972.
Chaplin também foi indicado ao Oscar de Melhor Roteiro Original e Melhor Ator em O Grande Ditador em 1940, e novamente por Melhor Roteiro Original em Monsieur Verdoux em 1948. Durante seus anos ativos como cineasta, Chaplin expressava desprezo pelos Oscars; seu filho descreve que ele provocou a ira da Academia ao deixar seu Oscar de 1929 ao lado da porta, para não deixá-la bater. Isto talvez explique porque Luzes da Cidade e Tempos Modernos, considerados por várias enquetes como dois dos melhores filmes de todos os tempos,[16][17] nunca foram indicados à um único Oscar.

Prêmios honorários

Na 1ª Entrega dos Prêmios da Academia em 16 de maio de 1929, os procedimentos de votação da auditoria ainda não tinham sido postos em prática, e as categorias eram ainda muito fluidas. Chaplin havia sido originalmente indicado ao Oscar de Melhor Ator e de Melhor Diretor de um Filme de Comédia pelo seu filme O Circo, mas seu nome foi retirado quando a Academia decidiu dar-lhe um prêmio especial "pela versatilidade e genialidade em atuar, escrever, dirigir e produzir O Circo". O outro filme que recebeu um prêmio especial naquele ano foi The Jazz Singer.
O segundo Oscar Honorário de Chaplin veio quarenta e quatro anos mais tarde, em 1972, e foi pelo "efeito incalculável que ele teve em tornar os filmes a forma de arte deste século". Ele saiu de seu exílio para receber esse prêmio, e recebeu a mais longa ovação em pé da história do Oscar, com uma duração total de dez minutos. Chaplin também aproveitou seu breve e triunfante retorno aos Estados Unidos para discutir como seus filmes seriam relançados e comercializados.

Relacionamentos amorosos e casamentos


Em 23 de outubro de 1918, Chaplin casou-se aos 28 anos de idade com Mildred Harris, que tinha então 16 anos. Tiveram um filho deformado que morreu três dias após o nascimento. Divorciaram-se em 1920.
Mais tarde, Chaplin namorou Peggy Hopkins Joyce. O relacionamento que teve com Joyve inspirou Chaplin a fazer o filme Uma mulher de Paris.[18]
Aos 35, apaixonou-se por Lita Grey, também de 16 anos, durante as preparações de The Gold Rush. Casaram-se em 26 de Novembro de 1924, no México, quando ela ficou grávida. Tiveram dois filhos, Charles Chaplin Júnior e Sydney. Divorciaram-se em 1926, enquanto a fortuna de Chaplin chegava a US$ 825 000.
Chaplin casou-se secretamente aos 47 anos com Paulette Goddard, de 25 anos, em Junho de 1936. Depois de alguns anos felizes, este casamento também terminou em divórcio, em 1942. Durante este período, Chaplin namorou Joan Barry, atriz de 22 anos. Esta relação, acabou por terminar, quando Barry começou a perturbá-lo. Em Maio de 1943, ela informou Chaplin que estava grávida e exigiu que ele assumisse a paternidade. Exames comprovaram que Chaplin não era o pai, mas na época tais testes não tinham muita validade e ele se viu forçado a pagar US$ 75 por semana até que a criança fizesse 21 anos.

Morte

Túmulos de Chaplin (à direita) e Oona O'Neill no Cemitério de Coursier-Sur-Vevey, em Vaud, Suíça.
A saúde de Chaplin começou a declinar lentamente no final da década de 1960, após a conclusão do filme A Countess from Hong Kong, e mais rapidamente após receber seu Oscar Honorário em 1972. Por volta de 1977, ele já tinha dificuldade para falar, e começou a usar uma cadeira de rodas. Chaplin morreu dormindo aos 88 anos de idade em conseqüência de um derrame cerebral, no Dia de Natal de 1977 em Corsier-sur-Vevey, Vaud, Suíça,[20] e foi enterrado no cemitério comunal.
No dia 1 de março de 1978, seu corpo foi roubado da sepultura por um pequeno grupo de mecânicos suíços, na tentativa de extorquir dinheiro de sua família.[21] O plano falhou, os ladrões foram capturados e condenados, o corpo foi recuperado onze semanas depois, perto do Lago Léman, e novamente enterrado em Corsier-sur-Vevey, mas desta vez a família mandou fazer um tampão de concreto de 6 pés (1,80 metro) de espessura protegendo o caixão do cineasta, para evitar novos problemas. No mesmo cemitério, há uma estátua de Chaplin em sua homenagem.
Em 1991, Oona O'Neill, sua quarta e última esposa, faleceu e foi sepultada ao lado do cineasta.



Legado

Estátua de bronze em Waterville, Condado de Kerry.
  • O Vagabundo é provavelmente o personagem mais imitado em todos os níveis de entretenimento. Há rumores de que o próprio Chaplin participou uma vez de um concurso de imitadores de Charlie Chaplin, e acabou ficando em 3º lugar.
  • De 1917 a 1918, o ator de cinema mudo Billy West fez mais de 20 filmes imitando meticulosamente O Vagabundo, com maquiagem e figurino.[27]
  • No filme indiano Punnagai Mannan, Kamal Haasan inspirou-se em Chaplin para construir o personagem "Chaplin Chellappa".[28]
  • Em 1985, Chaplin foi homenageado com sua imagem em um selo postal do Reino Unido, e em 1994 ele apareceu em um selo dos Estados Unidos, desenhado por caricaturista Al Hirschfeld.
  • Na década de 1980, a IBM produziu uma série de comerciais com um imitador de Chaplin para divulgação de seus computadores.
  • John Woo dirigiu uma paródia do filme The Kid, intitulado Hua ji shi dai (1981), também conhecido como Laughing Times.
  • O asteróide 3623 Chaplin, descoberto pela astrônoma soviética Lyudmila Georgievna Karachkina em 1981, foi batizado em homenagem a Chaplin.[29]
  • Em 1992, foi feito um filme sobre a vida de Charlie Chaplin, intitulado Chaplin, dirigido por Richard Attenborough e estrelado por Robert Downey Jr. e Geraldine Chaplin, a filha de Chaplin na vida real, interpretando sua própria avó. O filme foi indicado ao Oscar de Melhor Ator (Downey Jr.), Melhor Direção de Arte e Melhor Trilha Sonora.
  • Em 2001, o comediante britânico Eddie Izzard interpretou Chaplin no filme The Cat's Meow, de Peter Bogdanovich, que especula sobre o caso ainda não resolvido da morte do produtor cinematográfico Thomas Ince durante uma festa em um iate bancada por William Randolph Hearst, na qual Chaplin era um dos convidados.

sábado, 16 de outubro de 2010

Nat King Cole


Nat King Cole, nome artístico de Nathaniel Adams Coles, (Montegomery, 17 de março de 1919 — Santa Mônica, 15 de fevereiro de 1965) foi um cantor e músico de jazz norte-americano, pai da cantora Natalie Cole.
Sua voz marcante imortalizou várias canções, como: Mona Lisa, Stardust, Unforgettable, Nature Boy, Christmas Song, "Quizás, Quizás, Quizás", entre outras, algumas das quais nas línguas espanhola e portuguesa.
Suas músicas românticas tinham um toque especial junto a sua voz associada ao piano, tornando-o assim um artista de grande sucesso.
Nat King Cole aprendeu a tocar piano na igreja onde seu pai era pastor. Desde criança ele esteve ligado à música, tocando junto ao coral da mesma igreja. Cole lutou contra o racismo durante toda a sua vida, sempre recusando-se a cantar em platéias com segregação racial
Por ter um hábito de fumar diariamente três maços de cigarro, o cantor morreu vítima de câncer. Um de seus últimos trabalhos foi no filme Cat Ballou, onde canta a balada da personagem título, interpretada por Jane Fonda.    Nat King Cole o maior cantor dos anos 50

Infância em Chicago

Seu pai, Don Edward Coles, era açougueiro e diácono da Igreja Batista. Sua família mudou-se para Chicago quando Nat ainda era criança. Lá, o pai tornou-se pastor e a mãe, Perlina Adams, ficou encarregada de tocar o órgão da igreja. Foi a única professora de piano que Nat teve em toda sua vida. Aprendeu tanto jazz como música gospel, sem esquecer a música clássica.
Nat King Cole
Informação geral
Nome completo Nathaniel Adams Coles
Data de nascimento 17 de Março de 1919 Montgomery, Alabama
Origem Lettsworth, Louisiana           
País  Estados Unidos
Data de morte 15 de fevereiro de 1965 (45 anos) Santa Monica, California
Gêneros Jazz, Swing, Pop Tradicional, Jump Blues
Instrumentos Vocal, Piano, Guitarra
Período em atividade 1935 - 1965
Gravadora(s) Decca, Excelsior, Capitol Records
Afiliações Natalie Cole, Frank Sinatra, Dean Martin

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Carlos Gardel

Carlos GardelCarlos Gardel o fenomeno do tango

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Carlos Gardel
Gardel color.jpg
Informação geral
Nome completo Carlos Alberto García Moreno
Apelido El Zorzal Criollo, El Morocho del Abasto, El Mago, El Rey del Tango, El Mudo
Data de nascimento 11 de dezembro de 1890 ou 1887 ?
Origem Toulouse,  França?
Tacuarembó, Uruguai?
Argentina Naturalizado
País Argentina
Data de morte 24 de junho de 1935
Medellín,  Colômbia
Gêneros Tango, Milonga
Instrumentos Voz, guitarra
Carlos Gardel (Tacuarembó ou Toulouse, 11 de dezembro de 1890 — Medellín, 24 de junho de 1935) foi o mais famoso dos cantores de tango argentino, país ao qual chegou aos dois anos de idade.
Seu lugar de nascimento constitui uma questão controversa. Alguns sustentam que Gardel teria nascido no interior do Uruguai no departamento de Tacuarembó baseando-se em alguns documentos e matérias jornalísticas de época. seria filho do líder político local Carlos Escayola e de Maria Lelia Oliva, que tinha 13 anos. Outros dizem que Gardel teria nascido na cidade francesa de Toulouse como Charles Romuald Gardès, filho de pai ignorado e de Berthe Gardès (1865-1943). Gardel era esquivo sobre o tema e quando indagado dizia: "Nasci em Buenos Aires aos dois anos e meio de idade".
Cantor e ator celebrado em toda a América Latina pela divulgação do tango. Inicia-se como cantor ainda jovem com o nome artístico de El Morocho, apresentando-se em cafés dos subúrbios da capital argentina. Sua primeira interpretação formal se dá no Teatro Nacional de Corrientes, no qual também se apresenta Don José Razzano, com quem forma uma parceria por vários anos. Pela sensualidade de sua voz, que se presta muito bem à interpretação da milonga – gênero precursor do tango – torna-se conhecido a partir de "Mi noche triste" 1917.
Foi uma das primordiais influências de Amália Rodrigues.
 Morte
Gardel morreu num desastre de avião durante uma turnê, em Medellín, na Colômbia. Nesse acidente morreu também seu parceiro Alfredo Le Pera. Seus restos mortais encontram-se no cemitério de La Chacarita, na capital argentina. Em 2003, por proposta do governo uruguaio[1] a voz de Gardel foi gravada pela Unesco no Programa Memória do Mundo.[2]


Carreira musical

Teve como importante parceiro musical o brasileiro Alfredo Le Pera. Gravou mais de novecentas canções, entre tangos, fox-trots, fados, pasodobles e músicas folclóricas, vendendo milhares de discos na América Latina e Europa. Entre suas interpretações mais famosas estão:
  • Mi noche triste (1917)
  • Esta noche me emborracho (1928)
  • Adiós muchachos (1928)
  • Yira…yira (1930)
  • Dance With Me (1930)
  • Desdén (1930)
  • Tomo y obligo (1931)
  • Lejana tierra mía (1932)
  • Silencio (1932)
  • Amores de estudiante (1933)
  • Golondrina (1933)
  • Melodía de arrabal (1933)
  • Guitarra guitarra mía (1933)
  • Cuesta abajo (1934)
  • Mi Buenos Aires querido (1934)
  • Soledad (1934)
  • Volver (1934)
  • Por una cabeza (1935)
  • Sus ojos se cerraron (1935)
  • Volvió una noche (1935)
  • El día que me quieras (1935)

Carreira cinematográfica

Trabalhou como ator em alguns filmes pela Paramount, entre eles:
  • Flor de Durazno (1917) (filme mudo)
  • Encuadre de canciones (1930) (primeiro filme falado da América do Sul)
  • Luces de Buenos Aires (1931) (filmado em Paris)
  • La casa es seria (1931)
  • Espérame (1932)
  • Melodía de arrabal (1932)
  • Cuesta abajo (1934)
  • El tango en Broadway (1934)
  • El día que me quieras (1935)
  • Tango Bar (1935)
  • The Big Broadcast Of (1936)


quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Vicente Celestino

Antônio Vicente Filipe Celestino (Rio de Janeiro, 12 de setembro de 1894 — São Paulo, 23 de agosto de 1968) foi um dos mais importantes cantores brasileiros do século XX.

Biografia      Filme O Ebrio com Vicente Celestino

Nasceu no bairro de Santa Teresa, filho de italianos da Calábria. Dos seis homens (eram onze irmãos), cinco dedicaram-se ao canto e um ao teatro. Desde os 8 anos, por causa de sua origem humilde, Celestino teve de trabalhar: sapateiro, vendedor de peixe, jornaleiro e, já rapaz, chefe de seção numa indústria de calçados.
Começou cantando para conhecidos e era fã de Enrico Caruso. Antes do teatro cantava muito em festas, serenatas e chopes-cantantes. Estreou profissionalmente cantando a valsa Flor do Mal no teatro São José e fez muito sucesso e também entrou no seu primeiro disco vendendo milhares de cópias em 1916 na Odeon (Casa Edison).
Em 1920 montou uma companhia de operetas, mas sem nunca deixar o carnavalesco de lado, emplacando sucessos como Urubu Subiu. Rapidamente, depois de oportunidade no teatro, alcançou renome. Formou companhias de revistas e operetas com atrizes-cantoras, primeiro com Laís Areda e depois com Carmen Dora. As excursões pelo Brasil renderam-lhe muito dinheiro e só fizeram aumentar sua popularidade. Nos anos 20, reinava absoluto como ídolo da canção. Na década de 30 começou a demonstrar seus dotes como compositor resultando em clássicas de seu reportório, como 'O Ébrio', sua música mais lembrada até hoje (inclusive transformada em filme por sua esposa). Vicente Celestino teve uma das mais longas carreiras entre os cantores brasileiros. Quando morreu, às vésperas dos 74 anos, no Hotel Normandie, em São Paulo, estava de saída para um show com Caetano Veloso e Gilberto Gil, na famosa gafieira "Pérola Negra", que seria gravado para um programa de televisão.
Na fase mecânica de gravação, fez cerca de 28 discos com 52 canções. Com a gravação elétrica, em 1927, sentiu uma certa inaptação quanto ao rendimento técnico, logo superada. Aí recomeçaria os sucessos cantados em todo o Brasil. Em 1935 foi contratado pela RCA VICTOR, praticamente daí sua única gravadora até falecer. No total, gravou em 78 RPM cerca de 137 discos com 265 músicas, mais dez compactos e 31 LPs, nestes também incluídas reedições dos 78 RPM.
Vicente Celestino, que tocava violão e piano, foi o compositor inspirado de muitas das suas criações. Duas delas dariam o tema, mais tarde, para dois filmes de enorme público: O Ébrio (1946) e Coração Materno (1951). Neles Vicente foi dirigido por sua mulher Gilda Abreu (1904 - 1979), cantora, escritora, atriz e cineasta.
Celestino passaria incólume por todas as fases e modismos, mesmo quando, no final dos anos 50, fiel ao seu estilo, gravou "Conceição", "Creio em Ti" e "Se Todos Fossem Iguais a Você". Seu eterno arrebatamento, paixão e inigualável voz de tenor, fizeram com que o povo o elegesse como A Voz Orgulho do Brasil.
Nunca saiu do Brasil e manteve sua voz grave que era marca registrada independente do estilo musical que estava executando. Teve suas músicas regravadas por grandes nomes, como Caetano Veloso e Mutantes.


Sucessos

  • Urubu Subiu, autor desconhecido (c/Bahiano; 1917)
  • À Luz do Luar, de sua autoria (1928)
  • Ai, Ioiô (Linda Flor), Cândido Costa e Henrique Vogeler
  • Bem-Te-Vi, Melo Morais Filho e Emílio Pestana (1928)
  • Caiuby (Canção da Cabocla Bonita), Pedro de Sá Pereira (1923)
  • Coração Materno, de sua autoria (1937)
  • Dileta, Índio (1933)
  • Flor do Mal, Domingos Correia e Santos Coelho (1915)
  • Malandragem, Ari Barroso (1933)
  • Mia Gioconda, de sua autoria (1946)
  • Nênias, Índio (1929)
  • Noite Cheia de Estrelas, Índio (1932)
  • O Cigano, Gastão Barroso e Marcelo Tupinambá (1924)
  • O Ébrio, de sua autoria (1936)
  • Ontem ao Luar, Catulo da Paixão Cearense e Pedro de Alcântara (1918)
  • Ouvindo-Te, de sua autoria (c/Gilda de Abreu; 1935)
  • Patativa, de sua autoria (1937)
  • Porta Aberta, de sua autoria (1946)
  • Serenata, de sua autoria (1940)



quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Clark Gable

CarreiraTributo ao maior galã de Hollywood Clark Gable

Em 1924, quando Josephine Dillon foi para Hollywood, Gable a seguiu, e em 13 de dezembro daquele ano, estavam casados. Ele trocou seu nome, na época, de W. C. Gable para Clark Gable".[6] Com a influência de Josephine, conseguiu participação como figurante em filmes como The Plastic Age (1925), estrelado por Clara Bow, "Forbidden Paradise" e uma série intitulada The Pacemakers.
Entre 1927 e 1928, Gable atuou com a Laskin Brothers Stock Company, em Houston, onde fez diversos papéis, ganhando considerável experiência e se tornando um ídolo local. Gable, então, foi para Nova Iorque, e conseguiu trabalho na Broadway. O Morning Telegraph considerou: "He's young, vigorous and brutally masculine".[7]
Em 1930, após uma impressionante atuação como Killer Mears na peça The Last Mile, bancada por sua esposa, em Los Angeles, Gable teve ótima recepção da crítica, o que lhe angariou vários testes para o cinema. Um desses testes ficou famoso, quando Darryl F. Zanuck o testou para o papel de "Little Caesar" ("Alma de Lodo"), de 1931, e o rejeitou, alegando: "Não serve pra o Cinema. As orelhas são grandes e se parece com um macaco[8]".
A agente Minna Wallis, irmã de Hal Wallis, viu o teste e ficou impressionada, levando-o para a Pathé, onde seu primeiro papel em um filme sonoro foi o de vilão no western de William Boyd denominadoThe Painted Desert ("O Deserto Pintado"), em 1931. Ele recebeu, na época, diversas cartas de fãs, como resultado de sua voz e atuação.
Gable despertou o interesse da MGM, que resolveu confiar a ele um papel em The Easiest Way ("Tentação do Luxo"), em 1931,[9] ao lado de Constance Bennett, Robert Montgomery e Anita Page. Seu nome, porém, era o último do elenco. Seu sucesso fez com que a MGM renovasse seu contrato por 2 anos.
Após alguns papéis de vilão em diversos filmes, tais como '"Dance, Fools, Dance" ("Quando o Mundo Dança"), The Secret Six ("A Guarda Secreta"), The Finger Points ("Vendido") e Laughing Sinners ("Almas Pecadoras"), Gable alcançou fama como o marginal de A Free Soul ("Uma Alma Livre"), em 1931, quando dominou o filme, ao lado de Norma Shearer, inclusive com tentativas do então marido da atriz, Irving Thalberg, em tentar modificar o roteiro distanciando-o de Shearer o mais possível.[10]
Louis B. Mayer e o diretor de publicidade Howard Strickling, que se tornaria um dos grandes amigos de Gable, tiveram a ideia de lançar um novo tipo de galã, movido menos pelo romantismo e mais pelo cinismo, domínio e sex-appeal agressivo, características mais compatíveis com o período de violência e agitação da Grande Depressão. Gable abriu as portas, portanto, para outros heróis do período, tais como James Cagney, Humphrey Bogart, Spencer Tracy e George Raft.
Gable ao lado de Claudette Colbert em It Happened One Night
Em 1933, devido às suas insubordinações e tentativas de escolher papéis, Gable foi cedido, como "castigo", para a então modesta Columbia, para o papel do repórter Peter Wayne no premiado "It Happened One Night", de Frank Capra, o qual lhe valeu o Oscar de ator. Robert Montgomery havia sido cogitado, antes, para o papel de Wayne, mas o recusou por achar o roteiro pobre.[11] Há uma lenda persistente de que Gable exerceu um profundo efeito sobre a moda masculina da época, quando, em "It Happened One Night", apareceu em uma cena sem camiseta, ao tirar sua camisa, contrariando o costume então vigente. Vendedores de roupas masculinas de todo o país confirmaram que houve uma queda na venda de camisetas nesse período.[12]
Gable, transformado por Capra em grande comediante, fugia assim do estereótipo de galã machão que até então utilizara, transformando-se no galã romântico de Chained ("Acorrentada"), Forsaking All Others ("Quando o Diabo Atiça") e After Office Hours ("Tudo Pode Acontecer"); no interno de Men in White ("Alma de Médico"); no facínora de Manhattan Melodrama ("Vencido pela Lei"); no aventureiro de "China Seas" ("Mares da China") e "The Calle of the Wild" ("O Grito das Selvas"), e no Fletcher Christian de Mutiny on the Bounty ("O Grande Motim"), que lhe valeu uma nova indicação ao Oscar.
Gable como Fletcher Christian no trailer de Mutiny on the Bounty
Apesar de sua relutância em fazer o papel de Rhett Butler em "Gone With the Wind" ("… E o Vento Levou"), em 1939, Gable ficou mais conhecido por esse papel, valendo-lhe nova indicação ao Oscar. Carole Lombard pode ter sido a primeira a sugerir que o aceitasse, e ela seria Scarlett.[13]
Após voltar da Segunda Guerra Mundial, continuou fazendo filmes para a MGM, e seu primeiro filme, então, foi '"Adventure" ("Aventura"), em 1945, ao lado de Greer Garson, que não fez muito sucesso, iniciando o período de declínio de sua carreira. Seus últimos filmes para a companhia foram Mogambo ("Mogambo") e Betrayed ("Atraiçoado").
Em 1955, foi contratado pela 20th Century-Fox, fazendo dois filmes, "O Aventureiro de Hong-Kong" e "Nas Garras da Ambição". Posteriormente, experimentou produzir seus próprios filmes, mas não teve sucesso e desistiu, assinando contrato com a Warner Bros, e depois com a Paramount.
O último filme de Gable foi The Misfits ("Os Desajustados"), em 1960, escrito por Arthur Miller, dirigido por John Huston, e co-estrelado por Marilyn Monroe, Eli Wallach, e Montgomery Clift. Este é, também, o último filme de Monroe.[14]
Ao longo de sua carreira de 30 anos, Gable fez 67 filmes, isso excluídas as figurações em alguns filmes da época do cinema mudo.

 Gone With the Wind
Em "Gone With the Wind", Gable era cogitado para o papel de Rhet Butler, não apenas pela opinião do público, que o escolhera por votação em um concurso da revita Photoplay para o papel, mas também pelo produtor David O. Selznick, que tivera sua primeira negociação com Errol Flynn embargada pela Warner Brothers, que não queria ceder Flynn sem Bette Davis, (sendo que Davis recusara trabalhar com Flynn).[10]
A negociação de Gable, porém, era difícil, por ser contratado da MGM, pertencente ao sogro de Selznick, Louis B. Mayer, com o qual Selznick tinha problemas por ter saído da MGM e se filiado à United Artistas, formando a Selznick International. A MGM acabou aceitando ceder Gable, em troca da distribuição mundial do filme.[15] Para ter Gable no filme, Selznick teria pago à MGM cerca de 40 milhões de dólares.[16]
Gable, na verdade, nunca pretendeu fazer o papel de Butler, e levou muito tempo para ler "Gone With the Wind", lendo-o mais por insistência de Carole Lombard e dos amigos. No entanto, para o universo popular, Gable é mais conhecido, até os dias atuais, pelo seu papel em "Gone the Wind".

Ao trabalhar em "The Call of the Wild" ("O Grito das Selvas"), de William Wellman, em 1935, Gable envolveu-se com Loretta Young, com quem teve um caso extraconjugal que resultou no nascimento de uma filha, Judy Lewis.[17] Na época, Loretta relatava ter adotado a menina, com alguns meses de idade.[18]
Acabou se divorciando de Rhea em 1939. Emprestado à Paramount em 1932, para fazer No Man of Her Own ("Casar por Azar"), contracenou com Carole Lombard, na época casada com William Powell, e se tornou seu admirador. Carole, posteriormente, se divorciou, e o interesse de Gable aumentou. Menos de um mês após o divórcio de Rhea, Gable casou-se com Carole Lombard, em 29 de março de 1939, em Kingman, no Arizona. Era no período da Segunda Guerra Mundial, e Gable foi nomeado pelo Presidente Franklin Delano Roosevelt como Presidente do Comitê de Hollywood para a Vitória, e Carole foi incluída na primeira viagem pelo esforço de guerra, com a finalidade de vender Bônus de Guerra. Em janeiro de 1942, o avião em que Carole e sua mãe estavam caiu, a cinquenta quilômetros a sudoeste de Las Vegas, Nevada, matando as duas. Gable sentiu para sempre a perda de Lombard, e em 1976 foi feito um filme, "Gable and Lombard" ("Os Ídolos Também Amam"), contando sobre a tragédia do casal.
Um mês após Lombard ter falecido, Gable ainda trabalhou em Somewhere I'll Find You, ao lado de Lana Turner. Gable ficou devastado com a morte de Lombard, e viveu o resto da vida, a despeito dos outros casamentos que teve, na casa em que morara com Lombard, em Encino, Califórnia. Ele voltou a casar e trabalhou em mais 27 filmes, "but he was never the same", comentou, certa vez, Esther Williams, "His heart sank a bit".[19]
Após o terceiro divórcio de Joan Crawford, ela e Gable tiveram um breve relacionamento. Depois, houve ainda um breve romance com Paulette Goddard, e em 1949, casou-se com Silvia Ashley, viúva de Douglas Fairbanks e Baronesa de Alderly. O casamento teve curta duração e eles se divorciaram em 1952.
Em julho de 1955, casou-se com um antigo amor, Kathleen Williams Spreckles, 15 anos mais nova, tornando-se padrasto de seus dois filhos, Joan e Adolph Spreckels III.viveu com Kathleen até o fim de sua vida.
Em 16 de novembro de 1959, Judy Lewis, sua filha com Loretta Young, deu à luz Maria, a primeira neta de Gable.
Em 1960, sua esposa descobriu que estava esperando o primeiro filho do casal. Mas Gable não viveria para ver o nascimento da criança, John Clark Gable, em 20 de março de 1961.

Teatro

  • 1925 - "What Price Glory" ("Sangue por Glória"), drama em 3 atos de Maxwell Anderson, dirigido por Lillian Albertson e produzido por Louis O. Macloon, montado pela West Coast Road Company.
  • 1930 - "The Last Mile", drama em 3 atos de John Wexley, dirigido por Lillian Albertson, encenado por Louis O. Macloon, para a West Coast Road Company, no Belasco Theatre, em Los Angeles.

Morte

Em 16 de novembro de 1960, ao concluir as filmagens de The Misfits ("Os Desajustados"), Gable sofreu um infarto do miocárdio e morreu dez dias depois. Foi enterrado no mesmo santuário que havia construído para Carole Lombard e sua mãe, no The Great Mausoleum, em Forest Lawn Memorial Park, Glendale, Califórnia.
Em 1989, a casa de Gable em Los Angeles, Califórnia, foi comprada pelo cantor alemão Thomas Anders e sua esposa, Nora Balling.


Filmografia

Gable em cena no filme Aconteceu Naquela Noite, com Claudette Colbert.
Gable atuou como extra em 13 filmes entre 1924 e 1930. Atuou num total de 67 filmes, e fez ele mesmo em 17 "curta-metragens", além de ter sido o narrador e atuar no filme- propaganda da Segunda Guerra Mundial, denominado Combat America, produzido pelas Forças Armadas dos Estados Unidos da América


.Lex Barker

lexander Crichlow Barker Jr era o nome verdadeiro do ator norte-americano Lex Barker(1919-1973), nascido em 8 de maio de 1919, em Rye , Nova York.
Vindo de uma Família abastadíssima e proeminente de Nova York, Lex Barker era descendente direto do fundador de Rhode Island - o Cônsul Roger Williams. Foi excepcional nos esportes tais como o Futebol e Atletismo quando ainda cursava o curso secundário e, posteriormente, a Universidade de Phillips-Exeter, em Fessenden. Foi à Princeton com a intenção de tornar-se ator, a contragosto de seus pais que o queriam nos negócios da família. Barker soube inteligentemente dissolver toda esta situação, pois estava determinado em seu propósito.
No verão seguinte, descoberto por um agente de talentos, foi para Hollywood realizar um teste para a 20th Century Fox. Recebendo uma oferta de contrato, veio, por fim, a II Guerra Mundial, e seus sonhos de se tornar um ator ou um grande astro das telas tiveram de ser adiados por algum tempo. Alistou-se na Infantaria. Quando a Guerra terminou, promovido ao posto de major, deixou a vida militar. Quando voltou para Hollywood, a 20th Century Fox não se interessou mais por ele. A Warner Brothers não queria arriscar em um jovem inexperiente, embora alto(tinha 1m93 de altura) e muito bonito, em seus investimentos cinematográficos.
Em 1948, a RKO andava em busca de um substituto para Johnny Weissmuller, que "pendurava as chuteiras" para o personagem Tarzan. Os agentes daquele estúdio, vendo alguns testes e fotos de Barker para a 20th Century Fox, imediatamente o chamaram. E, logo, o alto e belo ator louro de olhos azuis assinou contrato para 5 filmes iniciais do Homem-Macaco, na RKO. Tarzan e a Fonte Mágica (1949, RKO), forneceu seu primeiro papel para estrelato. Após cinco filmes atuando como Tarzan, entrou em outras produções de aventura e drama. Depois de 16 filmes no currículo(na maior parte western), foi para Europa em 1957. Lex falava fluentemente 4 línguas: francês, espanhol, italiano e alemão. Fez ainda 50 filmes em várias partes do mundo: Brasil, Iugoslávia, Alemanha , Espanha, Líbano, e França. Tornou-se muito popular na Alemanha, por causa de seus papéis como "Old Shatterhand" , "Kara Ben Nemsi" e "Dr. Karl Sternau" nos filmes baseados em livros escritos por Karl May, escritor alemão muito popular na literatura infanto-juvenil alemã(quase toda criança na Alemanha conhece alguns de seus livros). Barker chegou a ganhar um prêmio neste país, como melhor ator estrangeiro, em 1966.

Os casamentos e um escândalo

Barker foi casado 5 vezes. Constanze Thurlow foi sua primeira mulher, com quem teve dois filhos. Ficaram casados entre 1942 a 1950, quando se divorciaram. Logo, Lex casou-se com a atriz Arlene Dahl, em 1951. Novamente, um casamento que deu em divórcio, em 1952.
Em 8 de setembro de 1953, Barker casa-se com Lana Turner. Os dois eram tidos como o casal mais lindo de Hollywood, e tudo parecia ótimo, até o momento em que, supostamente, Lex invadiu o quarto da filha de Lana, então com 12 anos, e a teria estuprado. Lana chegou a pegar uma arma para atirar em Barker, que saiu imediatamente de casa. O processo foi movido, e em 22 de julho de 1957, Lex e Lana estavam divorciados.
Casou-se novamente ainda em 1957, com outra atriz, Irene Labhart, com quem teve o filho Christopher(que também se tornaria ator). Cerca de 5 anos depois, Irene descobriu que tinha Leucemia, e faleceu em 1962. Com todos os cuidados, Barker esteve com ela até o seu fim.
Viúvo, Lex só reatou novas núpcias em 1965, com María del Carmen Rosario Cervera Fernández de la Guerra (Tita), uma jovem que havia sido "Miss Espanha" (atual Baronesa Thyssen). Como nos três primeiros matrimônios, o quinto também não deu certo. Se divorciaram em 1972.

Os últimos anos

Lex Barker, apesar de bonito e possuir grande cultura (era um poliglota, pois dominava 4 línguas), jamais se tornou um astro na "Meca do Cinema", Hollywood. Foi mais bem sucedido na Europa, principalmente na Alemanha, onde conseguiu maior notoriedade por seus desempenhos como "Old Shatterhand"" nas série de filmes cinematográficos do índio Winnetou(personagem criado por Karl May ) e em outras grandes produções alemãs.
A partir de 1969, Lex passa a dividir sua carreira entre a Alemanha e os Estados Unidos. Volta para Hollywood, para fazer pontas em algumas das famosas séries da televisão americana daquele momento, como "O Rei dos Ladrões"(com Robert Wagner), "FBI", e "Night Gallery".
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Filmografia parcial

  • Ambiciosa (1947)
  • Tarzan e a fonte mágica (1949)
  • Tarzan e as escravas (1951)
  • Tarzan em perigo (1952)
  • Tarzan e a fúria selvagem (1952)
  • Tarzan e a mulher diabo (1953)






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